A MINHA AGENDA

MÚSICA

The National

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Lisboa, Aula Magna, 11/5

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Animal Collective

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Porto, Cine Batalha, 27/5

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Feist

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Porto, Coliseu, 10/6

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Rock In Rio

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Lisboa, Parque da Bela Vista, de 30/05 a 6/06

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CINEMA

Nós Controlamos a Noite

No seu terceiro filme, de que é autor completo como nos restantes dois, onde assina a realização e o argumento, James Gray volta aos seus temas de eleição: a família e o mundo do crime, e mais particularmente ao do seu primeiro filme, Viver e Morrer em Little Odessa: a incrustação da máfia russa em Nova Iorque, na sequência da emigração que resultou da progressiva desagregação do império soviético, que teve origem na política de «transparência» («glasnost») implantada por Gorbatchov em 1985.

Nós Controlamos a Noite decorre em 1988 e o seu pano de fundo é o progressivo poder da máfia russa no tráfico de droga e no controlo dos clubes nocturnos, e a guerra que a polícia da cidade vai travar para a controlar e tentar destruir (o que se revela, naturalmente, impossível). Mas sobre este pano de fundo é que se desenha a verdadeira história: a de uma família que parece desagregar-se, mas que saberá reencontrar em si as forças para se reconstituir.

(…)Destaque-se ainda a fotografia de Joaquin Baca-Asay, com especial ênfase para os exteriores nocturnos, e a hábil direcção de James Gray, segura, como sempre, mas com dois momentos de excepção: o tiroteio na casa da droga e, em especial, a sequência da perseguição de carros, que é uma das melhores vistas em cinema, não por características espectaculares, de que Cameron, Friedkin e outros são mestres, mas na construção de uma certa tensão e suspense que deriva do ponto de vista da câmara, aqui praticamente quase sempre colocada dentro de um dos carros.

Nós Controlamos a Noite

de James Gray (EUA)

com Joaquin Phoenix, Eva Mendes, Mark Whalberg, Robert Duvall

Texto de Manuel Cintra Ferreira (Expresso)

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A Vida

A VIDA Num Só Dia é, antes de mais, um «festival Frances McDormand», onde a oscarizada intérprete de Fargo se entrega de corpo e alma ao papel de uma típica governanta inglesa de meia-idade, cujo puritanismo é posto à prova quando se põe ao serviço de uma exótica actriz e cantora. Ao longo de um dia muita coisa vai ser posta em causa, e muita coisa vai ela pôr também em causa, numa espécie de Mary Poppins terra-a-terra. Uma curiosa comédia com o seu não sei quê de anacrónico que muito contribui para o seu encanto, a que se junta a reconstituição de época (anos 30 do século passado), a banda sonora e a excelência dos restantes comediantes.

A Vida Num Só Dia

de Bharat Nalluri (Reino Unido)

com Frances McDormand, Amy Adams

M.C.F. (Expresso)

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88 Minutos

UM PSIQUIATRA cujo testemunho e estudo determinou a condenação à morte de um «serial-killer» recebe, em vésperas da execução, uma mensagem que lhe dá, a partir do momento da sua recepção, 88 minutos de vida. Aos poucos, uma série de acontecimentos trágicos vão-no envolvendo em crimes, num processo manipulado de longe por alguém que, talvez, esteja perto. O resto do filme acompanha o psiquiatra numa corrida desenfreada tentando achar a chave do mistério ao mesmo tempo que se debate num conflito interno que tem a ver com os 88 minutos. Um pouco confuso e com inverosimilhanças, mas um «thriller» que se vê sem fastio.

88 Minutos

de Jon Avnet

(EUA/Alemanha)

M.C.F.

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O Amor e a Vida Real

O «ESPÍRITO de família», que tem andado arredado, tenta retomar o lugar que tem ocupado no cinema americano. Ao lado de obras mais sérias, como o magnífico Nós Controlamos a Noite, que se estreia também esta semana, surgem outros exemplos, como esta comédia sentimental sobre um viúvo com três filhas em idade ingrata a cargo, com quem vai passar as festas com a família no campo, onde acaba por encontrar a mulher dos seus sonhos… na figura da namorada do irmão! Uma atmosfera de prazenteira bonomia e Steve Carell num papel à sua medida. E Juliette Binoche, perfeita como sempre. Tal como o seu tema, é um filme para a família.

O Amor e a Vida Real

de Peter Hedges (EUA)

com Steve Carell, Juliette Binoche

M.C.F.

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O regresso dos zombies

Os zombies vistos numa fábula apocalíptica com muito humor

Diário dos Mortos não estava para ser o que era. Na verdade nem estava previsto ser filme para chegar ao público. À partida tratava-se apenas de um trabalho em que Romero deveria orientar um grupo de alunos de cinema, trabalho, portanto, livre das imposições de bilheteira e mercado, Mas o produtor Peter Grunwald leu o argumento e sugeriu a Romero que o fizesse tendo em vista uma possível exploração comercial, garantindo-lhe, ao mesmo tempo, aquilo que Romero mais presava: a total independência e liberdade criativa, sem pressões de qualquer ordem. Romero aceitou a oferta e o resultado foi este Diário dos Mortos.(…)O filme forma uma espécie de «revisão» da obra zombie de Romero e retoma praticamente o seu ponto de partida, isto é, o filme de 1968, A Noite dos Mortos-Vivos. Mas não o faz na típica visão nostálgica, antes transpõe a ideia básica para os tempos de hoje, construindo, deste modo, aquela que parece ser a mais feroz e sarcástica crítica à política actual norte-americana e à manipulação dos «media» pelo poder. E tudo isto se faz utilizando um estilo moderno que, porém, não está ali apenas como manifestação de «modernismo», satisfação de qualquer vaidadezinha pessoal, de um autor que não precisa de qualquer estímulo desses. Muitos lembrar-se-ão, face a Diário dos Mortos, de filmes como O Projecto Blair Witch ou o excelente e ainda em exibição REC (ou, mais atrás, o Manual de Instruções para Crimes Banais, de Remy Belvaux, verdadeiro pioneiro deste tipo de filmes). Como nestes, em Diário dos Mortos, a câmara (e o seu operador, geralmente invisível para nós) é um outro «personagem» e testemunha de todos os acontecimentos.A diferença entre o filme de Romero e os restantes do mesmo tipo, é que no seu caso ele não se assume como testemunha única, nem é um exercício de estilo que acaba, geralmente, limitado, pois não pode passar para além do olhar da câmara. Desde o começo que Romero dá uma direcção cinematográfica ao projecto, fazendo do filme um trabalho de montagem que reúne, para além dos testemunhos das duas câmaras que acompanham a equipa, excertos da Net e gravações várias (inclusive de câmaras de vídeo-vigilância), construindo, deste modo, uma narrativa mais rica e coerente. E tal forma é aplicada «dentro» do filme, isto é, parte da iniciativa de uma das personagens, Debra (Michelle Morgan) de divulgar pelo mundo a verdade dos factos, que o poder procura escamotear, carregando o resultado final, que é o «filme no filme», Death of the Dead, na Net para expor a ameaça (e a manipulação) ao mundo inteiro.

Esta nova fábula apocalíptica é tratada também com muito humor. Para além dos comentários que percorrem o filme, destaque-se a presença de um camponês Amish, com uma forma especial de resolver a crise zombie.

Diário dos Mortos

de George A. Romero (EUA)

com Michelle Morgan, Josh Close, Shawn Roberts

M.C.F.

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EXPOSIÇÕES

Video

Erik van Lieshout, Anne-Lise Coste e Tatjana Doll apresentam obras em vídeo, desenho e pintura que se querem distanciar de noções de “ready-made” e viver também fora dos museus. Até 13 de Julho no Museu de Serralves, no Porto

Fonte de Cem Peixes

Bruce Nauman é, para muitos, o mais importante artista vivo da segunda metade do século XX. A pertinência e a relevância da sua obra são inegáveis. O Museu de Serralves apresenta uma peça de grandes dimensões de 2005 - “One Hundred Fish Fountain”. Até 6 de Julho.

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LIVROS

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One response para “A MINHA AGENDA”

21 04 2008
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